O revolucionário filtro de barro

Em casa, só água deliciosa com gostinho da terra!
Água boa é aquela com gostinho de barro, de infância, de casa da avó, da tia


Não interessa quão tecnológico e cheio de íons e frescurites purificantes seja o filtro, água boa mesmo é aquela que vem dos bons e velhos filtros de cerâmica, aquele que provavelmente existia na casa da tua avó, que tem sabor de infância e saudade.

Mas além da nostalgia, o apetrecho quase vintage foi considerado mundialmente uma das formas mais eficientes de filtrar impurezas da água.

Sem falar na temperatura sempre ideal, suficientemente fresca, mas não desconfortavelmente gelada, além, é claro daquele saborzinho de terra que faz a maioria das criaturas com mais de 25 anos ser transportada no tempo.

Embora nos últimos anos os filtros de barro tenham sido largamente trocados por filtros elétricos e até mesmo pelas águas de galão, até a década de 80, início dos 90, os filtros de barro reinavam absolutos nos lares brasileiros.

A invenção aconteceu no século XIX, durante a Revolução Industrial. Ao Brasil a novidade chegou na década de 20, como alternativa ao saneamento precário das cidades com o crescimento desordenado das áreas urbanas na época e apesar de parecer singelo, foi uma revolução no saneamento da água quando surgiu.

Apesar de o revolucionário filtro nos proporcionar água fresquinha e segura, vale lembrar que devido ao sabor acentuado do barro, nem sempre a água dos filtros é adequada para cozinhar, o sabor acentuado da cerâmica pode contrastar com o do alimento.

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